PARA A NOSSA QUERIDA
IRMÃ FILOMENA COM SAUDADE E COM CARINHO
Como a chuva
mansa que fecunda a terra
Fazendo
explodir a semente adormecida
Assim foi no
silêncio a tua vida...
Teu martírio
lento, verdadeira Eucaristia
Quem de nós
esquecerá?
Se o grão de trigo
não morrer, flores, fruto não dará.
Agora, sim.
ninguém vai impedir, jamais o fruto que de ti nasceu.
E esta
certeza, eu sei que tu levaste
pois grande
foi a paz que te envolveu...
Feliz és tu que acreditaste,
puseste a mão
no arado
e não olhaste
para trás!
Feliz,
porque teu
sonho, Filomena
já alcançou as
estrelas
e se tornou
bênção para os oprimidos.
Tua vida
entregue,
tua dor
silenciosa
teu amor sem
medida,
nos compromete
ainda mais com a luta
pela superação
de toda a dor.
e então, a planta crescerá, e rosas nascerão,
espalhando perfumes de ressurreição!
Ir. Rosa Maria Paes Figueiredo


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